Eu não me dou mais audiência... não me aplaudo mais...
Estranha de mim mesma, assim sou eu...
E eu digo a vocês, se alguém se perde ao longo do caminho, permanece perdido. As pessoas que se perdem devem aprender a se levantar sem a ajuda de ninguém. Ninguém tem interesse em ficar ao lado dos perdidos, querem ficar ao lado dos que sabem...
E hoje eu vejo que nada sei...
Hoje eu me sinto vazia...
Mas como se escreve sobre o nada? Não se escreve, dirão vocês...
Exato. É por isso (e não só por isso) que ando tão quieta no meu canto. Não da pra falar do nada, não tem como externar o vazio. Mesmo que seja um nada cheio de tudo, um vazio tão repleto de coisas como o meu.
O branco é a mistura, a confusão de todas as cores, que juntas indecisas e incertas, viram nada. O meu nada é isso, é uma mistura de tantas coisas que nem sei se quero realmente externar e colocar aqui.
Minhas cores são tantas, algumas gritam, como o meu vermelho; de raiva, de ódio, de inconformismo com tanta coisa, que me descem rasgando, como os sapos que engulo diariamente porque simplesmente, neste momento, não posso fazer diferente. Então engulo, me corta a garganta, embrulha o estômago, vira vômito, enche a boca e eu engulo de novo, porque estou inerte, incapaz de fazer outra coisa.
Eu podia falar do meu rosa, podia contar pra vocês que troco olhares , mas que não aproveito como deveria aproveitar, que não me entrego como deveria me entregar. Apenas é meu rosa (meu amável rosa), aquela coisa que me mostra que to viva, que ainda tem algo aqui que atrai algo ali. Massagem diária no ego, recomendo a todos.
Nem tudo tem cor nessa confusão. Tenho meu preto. E quem não tem? Mas sempre o nosso preto parece mais escuro do que qualquer outro breu. O meu me dói, cada osso, cada músculo, e quase me convence que acabou. Me cansa tanto, que eu chego quase acreditar que esta tudo acabado, que não tem nada lá na frente, que a minha vida é essa, que eu tenho mais é que aceitar “que a vida não nos foi justa”, como alguns (que infelizmente só tem preto no seu nada) tentam me convencer.
E só não me convenço e aceito tudo isso, porque meu quase é verde. Verde de esperança, como toda esperança deve ser. Porque vejo alguém, que é tão diferente, mas tão igual a mim, deixando seu branco com rajadas lilás e que me mostra (talvez mesmo sem saber) que a gente não sabe nada das cores que a vida pinta pra gente.
São tantas cores... Meu roxo, que pra mim nunca foi de raiva, e sim de falta de ar; a gente fica roxo se deixa de respirar. Meu amarelo, apenas alguns momentos do dia, epifanias, como se me provasse que “o sol sempre volta amanhã”, mas que como toda boa epifania, sempre se vai e deixa o gosto azedo do bege, nos provando que a vida é toda momentos. E muito, muito cheia de beges.
Meu azul, tão fraco ultimamente, mas que tenta se misturar com minhas epifanias (meu amarelo) e minha esperança (meu verde) e quem sabe resultar num azul mais forte, que dure o tempo suficiente pra se tornar futuro e que eu possa algum dia desses, quando me perguntarem como estou, responder sinceramente que esta tudo blue.
Por enquanto, tudo misturado no estômogo formando a minha confusão do nada : o meu branco total.
Pego de volta meu pincel ... Eu choro por mim.
Estranha de mim mesma, assim sou eu...
E eu digo a vocês, se alguém se perde ao longo do caminho, permanece perdido. As pessoas que se perdem devem aprender a se levantar sem a ajuda de ninguém. Ninguém tem interesse em ficar ao lado dos perdidos, querem ficar ao lado dos que sabem...
E hoje eu vejo que nada sei...
Hoje eu me sinto vazia...
Mas como se escreve sobre o nada? Não se escreve, dirão vocês...
Exato. É por isso (e não só por isso) que ando tão quieta no meu canto. Não da pra falar do nada, não tem como externar o vazio. Mesmo que seja um nada cheio de tudo, um vazio tão repleto de coisas como o meu.
O branco é a mistura, a confusão de todas as cores, que juntas indecisas e incertas, viram nada. O meu nada é isso, é uma mistura de tantas coisas que nem sei se quero realmente externar e colocar aqui.
Minhas cores são tantas, algumas gritam, como o meu vermelho; de raiva, de ódio, de inconformismo com tanta coisa, que me descem rasgando, como os sapos que engulo diariamente porque simplesmente, neste momento, não posso fazer diferente. Então engulo, me corta a garganta, embrulha o estômago, vira vômito, enche a boca e eu engulo de novo, porque estou inerte, incapaz de fazer outra coisa.
Eu podia falar do meu rosa, podia contar pra vocês que troco olhares , mas que não aproveito como deveria aproveitar, que não me entrego como deveria me entregar. Apenas é meu rosa (meu amável rosa), aquela coisa que me mostra que to viva, que ainda tem algo aqui que atrai algo ali. Massagem diária no ego, recomendo a todos.
Nem tudo tem cor nessa confusão. Tenho meu preto. E quem não tem? Mas sempre o nosso preto parece mais escuro do que qualquer outro breu. O meu me dói, cada osso, cada músculo, e quase me convence que acabou. Me cansa tanto, que eu chego quase acreditar que esta tudo acabado, que não tem nada lá na frente, que a minha vida é essa, que eu tenho mais é que aceitar “que a vida não nos foi justa”, como alguns (que infelizmente só tem preto no seu nada) tentam me convencer.
E só não me convenço e aceito tudo isso, porque meu quase é verde. Verde de esperança, como toda esperança deve ser. Porque vejo alguém, que é tão diferente, mas tão igual a mim, deixando seu branco com rajadas lilás e que me mostra (talvez mesmo sem saber) que a gente não sabe nada das cores que a vida pinta pra gente.
São tantas cores... Meu roxo, que pra mim nunca foi de raiva, e sim de falta de ar; a gente fica roxo se deixa de respirar. Meu amarelo, apenas alguns momentos do dia, epifanias, como se me provasse que “o sol sempre volta amanhã”, mas que como toda boa epifania, sempre se vai e deixa o gosto azedo do bege, nos provando que a vida é toda momentos. E muito, muito cheia de beges.
Meu azul, tão fraco ultimamente, mas que tenta se misturar com minhas epifanias (meu amarelo) e minha esperança (meu verde) e quem sabe resultar num azul mais forte, que dure o tempo suficiente pra se tornar futuro e que eu possa algum dia desses, quando me perguntarem como estou, responder sinceramente que esta tudo blue.
Por enquanto, tudo misturado no estômogo formando a minha confusão do nada : o meu branco total.
Pego de volta meu pincel ... Eu choro por mim.

Tata,
Como sempre poeta, confusa e surpreendentemente brilhante na escolha das palavras.
Ainda acho que você deveria escrever um livro.
Mas acredito também que uma dia, encontraremos as respostas e os motivos, pra muitas das nossas indagações.
E espero que um dia o pincel de nossas vidas tenha apenas como cor o AZUL pra pintar essa moldura na qual nos tornamos!
bjooo
Com carinho,
Garotinha.