Queria nesse momento soltar o meu grito de NÃO, de JÁ CHEGA, de BASTA, de NÃO QUERO MAIS...
Eu não agüento mais esse marasmo imbecil que tomou conta das pessoas e fez delas tão vazias de si mesmas.
O medo paralisa o mundo e adoece as pessoas. Apodrece os sonhos e os gritos sufocados que precisam sair. O grito de liberdade não foi dado, ele continua preso dentro da gente. Libertemo-nos de nós mesmos... esse é o primeiro passo a ser dado.
É como se as coisas nunca mudassem: as pessoas se acomodam e simplesmente aceitam o que, definitivamente, não está certo. É como se tivessem todos impregnados com a mesma doença que faz repetir os mesmos comportamentos e os mesmos erros.
Sinto-me impotente nesse momento por mais que eu não aceite tudo isso. Nem a minha vontade de mudar parece ser capaz de transformar o NADA em que tem vivido essa gente. E mesmo querendo “arregaçar as mangas” e lutar, somente a minha vontade não pode preencher o NADA que eles criaram dentro de si mesmos.
De que eles têm tanto medo?
Não suporto mais os sorrisos inventados e as máscaras que sempre deixam de cair...
Eu quero a luta e o desejo de que o infinito é algo que se pode abraçar sem medo.
Eu quero a esperança que brilha nos olhos de quem não tem medo de enfrentar a si mesmo: descobrir todos os mistérios e enfrentar todos os limites...
Não adianta fazer planos, eles sempre mudam. Mas eu ainda tenho esperança nessa gente. Eu ainda preciso acreditar que existe a parte GENTE dentro dessa GENTE.
O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas. (Martin Luther King)
Sou menina meio mulher meio menina..... Eu brinco de sonhar, de tentar, de disfaçar
Porque acredito na vida e por inscrível que possa parecer, até nas pessoas. Eu me encanto fácil
Porque meu coração mais parece um conto de fadas que não termina enquanto não aparece o príncipe no cavalo branco. E eu acredito que o mundo ainda pode mudar,
Que as pessoas ainda podem se tornar mais sensíveis, mais envolvidas e menos carne e osso. Ora canto, e me desencanto Ora me desencanto e canto Penso na vida como um quebra cabeça gingante que sozinho nao se monta
Mas se desmonta... Penso no mundo como num trevo de quatro folhas marcado pra dar malmequer Penso nas pessoas como um objeto que se manipula facilmente Nos amigos??? Nesses eu não quero mais pensar Eu não procuro mais respostas e nem chego mais a conclusões Respiro Respiro Fundo Pra tentar encontrar minha razão E prossigo. Só. Ás vezes fecho firme os olhos porque o escuro me assusta Ás vezes me sinto só Só. Palavra vazia. Eu não acredito mais na perfeição, mas ainda a procuro... Eu não acredito mais na plenitude, mas ainda a busco... No amor??? Eu ainda finjo acreditar. E amo.
Amo incondicionalmente
Absurdamente
Descontroladamente
Excessivamente
Extremamente
Eternamente Amo. Amo? Talvez. E dói. Dois extremos na mesma face que são o mesmo lado da moeda E o que resta ??? Sonhos...
Apenas sonhos de uma menina mulher ou de uma mulher menina
Que busca ser menina, mas que precisa ser mulher...
Como a flecha lançada A palavra foi dita A atitude foi tomada... Eu volto pra trás E me escondo mais uma vez na sua sombra As pedras no caminho Tapam a minha visão Sinto-me cega nessa escuridão que chega depressa demais
O sonho termina e o sono não vem Eu posso ouvir os soluços debaixo do travesseiro Eu posso ouvir os gritos sufocados pela sua mão Mas eu não posso ouvir o que você disse que me diz...
Alguém me conta agora aquela história... E chora... E chora... E chora... As lágrimas já estão no chão Não adianta mais secar.
Eu ligo a TV e finjo acreditar na novela das seis “Sou os sentimentos de uma pedra” Sou a audiência de vocês.
Eu corro pra não perder Às vezes eu olho pra trás Como quem repudia seus fracassos Mas sigo... Indefinidamente apressada Apressadamente indefinida Sem rastejar... Sem lamentar... Sem porque... Sigo!
Nesse instante o telefone toca E eu prefiro não dizer...
Vou embora desse meu mundo Chega de invenções... Chega de mim... Chega de não ter fim... Fico por aqui.
Alguns voam pra longe, outros voam pro infinito.A vida vai passando e o inseparável se separa, o querido se vai, o improvável acontece... E não adianta correr atrás do trem que estava na estação, ele já partiu...
Alguns de nossos bons sentimentos acabam escorrendo pelos dedos e vazando pelas nossas mãos... por fim, deparamo-nos sentados a beira do meio fio, revendo o porquê e o pra quê do inevitável e esperando, esperando, esperando alguém voltar, parados ao pé da estação...
É como se fizéssemos parte da nossa própria piada macabra. As nossas lágrimas procuram um amigo que vele ao nosso lado por pelo menos uma noite, nada mais que isso... A nossa alma chora...
E você descobre que a felicidade eram aqueles olhos castanhos que te olhavam assustados no escuro... e que agora estão no passado!
Aquela que chora ouvindo Engenheiros... Aquela que ri até sentir dor no estômago... Aquela que ainda acredita em conto de fadas e vive esperando um príncipe num cavalo branco vir lhe buscar. Aquela que gosta de pagode, rock, axé, funk, black... Aquela que brinca com os sonhos como se fossem massinhas de modelar ilusões... Aquela que ama incondicionalmente e sofre quando alguém não lhe vê... Aquela que já pediu o sol de presente de natal e subiu no telhado tentado alcaçar as estrelas... Aquela que chora com o rosto no travesseiro só pra ninguém ver os olhos vermelhos... Aquela que gosta de batata frita, pizza, macarrão, pipoca com sazon, cachorro quente... Aquela que espera o papai noel descer da lareira... Aquela que tem medo das pessoas, mas ainda acredita nelas... Aquela que tem medo do escuro e do bicho papão... Aquela que canta debaixo do chuveiro e dança no sofá da sala... Aquela que quer viver profundamente o que a alma deseja...Aquela que é simplesmente AQUELA...