Eu, Entretantas

Queria nesse momento soltar o meu grito de NÃO, de JÁ CHEGA, de BASTA, de NÃO QUERO MAIS...

Eu não agüento mais esse marasmo imbecil que tomou conta das pessoas e fez delas tão vazias de si mesmas.

O medo paralisa o mundo e adoece as pessoas. Apodrece os sonhos e os gritos sufocados que precisam sair. O grito de liberdade não foi dado, ele continua preso dentro da gente. Libertemo-nos de nós mesmos... esse é o primeiro passo a ser dado.

É como se as coisas nunca mudassem: as pessoas se acomodam e simplesmente aceitam o que, definitivamente, não está certo. É como se tivessem todos impregnados com a mesma doença que faz repetir os mesmos comportamentos e os mesmos erros.

Sinto-me impotente nesse momento por mais que eu não aceite tudo isso. Nem a minha vontade de mudar parece ser capaz de transformar o NADA em que tem vivido essa gente. E mesmo querendo “arregaçar as mangas” e lutar, somente a minha vontade não pode preencher o NADA que eles criaram dentro de si mesmos.

De que eles têm tanto medo?

Não suporto mais os sorrisos inventados e as máscaras que sempre deixam de cair...

Eu quero a luta e o desejo de que o infinito é algo que se pode abraçar sem medo.

Eu quero a esperança que brilha nos olhos de quem não tem medo de enfrentar a si mesmo: descobrir todos os mistérios e enfrentar todos os limites...

Não adianta fazer planos, eles sempre mudam. Mas eu ainda tenho esperança nessa gente. Eu ainda preciso acreditar que existe a parte GENTE dentro dessa GENTE.


O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas. (Martin Luther King)

1 Response
  1. Léo Jorge Says:

    Vc disse simplesmente tudo o que precisa ser dito neste tempo onde todos somos inertes!