Eu, Entretantas
Tem coisas que eu não entendo... e por mais que eu procure uma razão acabo voltando a mesma pergunta de sempre: Por quê?

O porquê do sorriso falso que tenta enganar...
O porquê do abraço que nunca chega...
O porquê do olhar que não alcança o coração...
O porquê dos olhos que não veêm...
O porquê dos caminhos que não se encontram...
O porquê da palavra que distorce e faz sofrer...
O porquê do porquê que talvez não exista e que, portanto, eu nunca encontre.

Porque "Se a vida é isso, daqui a minha bola, acabo o jogo e vou pra casa jogar sozinha. Eu to aqui num mar de problemas remando apenas pra tentar não me afogar, já que nadar, infelizmente, eu nunca aprendi bem. Apenas o suficiente pra entrar em piscina que não dou pé e boiar pra não morrer afogada. Boiar é uma coisa que eu faço bem. Muito bem, e ultimamente é o que mais tenho feito. Aquela cara de perplexidade ante as coisas que a gente não entende, apenas bóia (apesar do ar blasé de estar tudo sob controle). É aquela sensação que se tem quando estamos com a cabeça na água, você respira, pois esta com o nariz fora d’água, mas os ouvidos estão submersos então você não escuta bem, é tudo tão vago e distante que até a nossa própria voz fica meio distorcida. Entendem? E vou assim boiando na vida, porque não entendo ninguém tão pouco meu umbigo e esse estranho dialeto que pareço falar (já que ninguém compreende a mais simples frase). Mas se é assim, se essa coisa toda é assim – a vida - vou mergulhar bem fundo, segurar a respiração ao máximo e quando não agüentar mais eu volto, solto o ar, pego a bola e vou pra casa. Jogar com a parede."

Esse mundo não dá pra mim...
1 Response
  1. Léo Jorge Says:

    Se for para mergulhar bem fundo antes de sair da água, que seja para sua renovação. Q quando vc sair perceba que valeu a pena descobrir alguns segredos que existem lá no fundo e que somente aqueles que têm CORAGEM para ir até lá descobrem.
    É realmente confuso o entender o porquê de muitas coisas, principalmente por que precisamos regredir em algumas coisas para alcançar coisas maiores. Talvez esse tipo de resposta seja tão simples que nós em nossa imensidão de "saber" pensemos alto demais para conseguir descobrir que no fundo no fundo, a resposta para essas coisas está na simplicidade que tanto ignoramos. Provavelmente vivemos nossas respostas todo dia... “Quando se quer pular mais longe, porque mesmo as crianças ou animais conseguem saber que é preciso dar um impulso? E voltando alguns passos não é mesmo?" Pois bem... Acho que a simplicidade tem um poder q não devíamos ignorar. O mesmo pode-se dizer em relação a nossa aquisição de experiência. Se for preciso parecer que estamos regredindo, que seja. Mas que tenhamos convicção q com certeza encontraremos algo maior e q valha a pena.
    Agora, quanto a “jogar sozinha”... Tenha certeza que se precisar alguém para bater a bola da vida saiba que pode contar com algumas pessoas*. Aquelas que mesmo distantes estão dispostas a ajudar ainda que indiretamente. Mas com certeza, com a melhor das intenções.

    Belo texto apesar de um tanto quanto triste!